Rafael Valença

1 Chegaram então ao outro lado do mar, à terra dos gerasenos.   

2 E, logo que Jesus saíra do barco, lhe veio ao encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo,   

3 o qual tinha a sua morada nos sepulcros; e nem ainda com cadeias podia alguém prendê-lo;   

4 porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas; e ninguém o podia domar;   

5 e sempre, de dia e de noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando, e ferindo-se com pedras,   

6 Vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o;   

7 e, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.   

8 Pois Jesus lhe dizia: Sai desse homem, espírito imundo.   

9 E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu-lhe ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos.   

10 E rogava-lhe muito que não os enviasse para fora da região.   

11 Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos.   

12 Rogaram-lhe, pois, os demônios, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.   

13 E ele lho permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada, que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram.   

14 Nisso fugiram aqueles que os apascentavam, e o anunciaram na cidade e nos campos; e muitos foram ver o que era aquilo que tinha acontecido.   

15 Chegando-se a Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, sentado, vestido, e em perfeito juízo; e temeram.   

16 E os que tinham visto aquilo contaram-lhes como havia acontecido ao endemoninhado, e acerca dos porcos.   

17 Então começaram a rogar-lhe que se retirasse dos seus termos.   

18 E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.   

19 Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.   

20 Ele se retirou, pois, e começou a publicar em Decápolis tudo quanto lhe fizera Jesus; e todos se admiravam. Mc 5.1-20  

Embora dentro das fronteiras de Israel a opulenta e rica cidade de Gadara pertencia a Decápolis, (a confederação de 10 cidades gregas), situadas as margens do Rio Jordão e ao sul do Mar da Galileia.

Isto explica o porquê da criação de porcos. Sabemos que os judeus não comem e nem negociam a carne de porco. Os gadarenos eram gregos.

É um texto sobre libertação e vamos falar sobre libertação e a consequente transformação, após a libertação, mas não vamos esquecer que o texto também evidência o poder de Jesus.

Entretanto não podemos deixar de examinar determinados aspectos da vida deste homem.

A situação dele não era fácil. Ele estava endemoniado (possesso), e não tinha domínio de suas ações – fazia o que fazia, sem saber porque fazia.

Não cabe a discussão teológica se demônios podem ou não dominar a mente, as emoções e o desejo de uma pessoa, pois o texto não deixa nenhuma margem de dúvida: O homem era possesso da legião de demônios. veja Mc 5.15

Portanto, este homem era espiritualmente um vencido e totalmente dominado por Satanás.

Socialmente era considerado um animal enlouquecido, que não podia convicer com outras pessoas e vivia isolado em lugares assustadores.

A situação física era lastimável. O corpo estava cheio de feridas, (uma total falta de higiene), e não usava roupas.

Ninguém se importava com ele, e ele não se importava com isso porque não quria saber de ninguém.

Realmente a situação daquele homem não era fácil. Possivelmente, alguém já teria dito: “Para este não tem jeito”.

O desenrolar do texto mostra que com o Senhor Jesus sempre tem jeito.

Não importa o que esteja acontecendo e nem o que as circunstaâncias mostrem, Jesus pode dar jeito. Jesus faz a diferença. Ele é a solução.

Qual era o nome daquele homem? O texto não revela, portanto, temos a liberdade para supor qualquer nome, (até mesmo o seu, o meu ou o de qualquer outra pessoa).

Provavelmente, você não gosta desta comparação, (porque não gostaria de ser como ele), e esteja pensando: “Eu nem leio este texto; não gosto dele”. Quem sabe você tem paradigmas sobre este assunto de libertação ou de exorcismo.

No entanto, qualquer pessoa está sujeita a ficar na situação daquele homem, se não vigiar e permitir que Satanás, e sua turma, entre e domine sua vida.

Aquele homem estava possuido por uma legião de demônios, agressivos e malvados, que o torturavam e o obrigavam a cortar o próprio corpo; a agredir os outros e a viver isolado em lugares assustadores e evitados por pessoas normais.

A característica dos demônios, que o dominavam, era: violência, agressividade e brutalidade. De forma visivél e incontestável destruia o corpo e a vida social daquele homem.

Nos dias atuais quantos estão possuidos por legiões sutis de demônios “bonzinhos”, que foram socializados e adotados, mas que jeitosamente impõe a sua vontade nas diferentes formas de:

  • Sensualidade, vaidade,ciúme e embriagues;
  • Fofoca, exibicionismo e contendas;
  • Adultério, prostituição e mentiras;
  • Ambição, timidez e imorlidades;
  • Julgamentos e tantas outras.

Seja qual for, e a forma como se apresenta – a Bíblia diz e é verdade, ele só vem para roubar, matar e destruir. veja Jo 10.10

Esta legião “socializada”, mas demoníaca, escraviza a vontade – -e por isto que dizemos: “Quem não tem dominio próprio tem um demônio próprio”) e ao contrario da apresentada no texto, aparentemente não é agressiva e necessita de ambientes sociais para agirem mais a vontade.

A fofoca, a sensualidade, a vaidade, e o exibicionismo exigem platéia e uma boa aparência,  ao contrario da outra, que escravizou o geraseno, ela induz a cuidar bem do corpo e a exibi-lo.

Muitos são tentados e, semperceber, sedem ao tendor tentador. Por exemplo: Quando você prefere ser desejada a ser respeitada, – as vestes são um bom indicador; qundo pensa que vale pelo que tem e não pelo que é ou então quando se conforma em parecer ser, embora não seja, etc.

O tentador é um prestador de serviço do diabo – nesta situação a carne está a serviço de quem? Se Satanás conseguiu lhe transformar num tentador, ele já não precisa trabalhar; você está trabalhando para ele.

A embriaguês, o adultério, a prostituição e as imoralidades também exigem um “grupinho”, personalizado e restrito, mas com as mesmas características do outro.

Esta ação demoníaca não destroi o corpo nem o convívio social – ela precisa deles, mas seguramente agride e fere o espírito e escraviza a alama.

Testemunho pessoal: Certo dia tomei consciência que o mundo espirítual era uma realidade e fiz uma pergunta:”Como sou no mundo espiritual que é eterno?” Neste mundo natural, que é passageiro, sei que o padrão exige: escolaridade, aparência, cadastro, currículo, patrimônio, etc.

E no espírítual o que é que faz a diferença? Esta pergunta mudou a minha vida. A resposta veio em Apocalipse:

Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;  aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas. Ap 3.17,18

Este era o meu perfil espiritual, pois era assim que eu me encontrava, e era exatamente o que eu precisava saber  para identificar o que faz diferença.

Jesus faz a diferença! Jesus arruma a bagunça na nossa vida. Jesus liberta internamente e externamente, o texto diz:

Chegando-se a Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, sentado, vestido, e em perfeito juízo; e temeram. Mc 5.15

Quando Jesus restaura a nossa vida, as pessoa, que estão em nossa volta, em especial os familiares, têm uma destas duas reações, opostas em si, e contraditórias:

  • Abrem o coração e passam a participar desta nova realidade em Jesus;
  • Ou endurecem o coração. Murmuram, (ofendem a Deus), criticam a nova postura, (agridem) e há separação.

Qual é a sua reação quando lê este texto? Qual é o resultado do confronto da humildade com a prepotência?

O humilde aceita e diz: “Eu preciso de ajuda”. O prepotente, mesmo sabendo que precisa de ajuda, pensa: “Não vou me rebaixar diante dos outros”.

A evidencia da libertação daquele homem está no fato dele querer seguir Jesus.

E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Mc 5.18

Quando nos tornamos servos abrimos mão das decisões pessoais e seguimos o que o Senhor determinou.

Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti. Mc 5.19

Aquele homem ouviu e obedeceu, nem sequer perguntou: “Estou preparado?”

O servo não escolhe o que fazer, pode até ter preferências, mas ouve as orientações e as cumpre.

Uma das características mais importantes do servo é a obediência.

Quando o Espírito Santo encontra uma porta de obediência aberta, Ele opera uma mudança radical na maneira de viver, (daquele que abriu a porta).

Aqueles que se dizem servos, mas não são, tendem a inverter a situação e tentam determinar o  que devem fazer para Deus.

Dizem: “Eu vou fazer isto ou aquilo para a obra”, (sem consultar o Senhor), depois se admiram quando Deus não abençoa o que fizeram ou estão fazendo.

Quantos estão fazendo projetos para ganhar a cidade ou a sua geração, para Deus, mas ainda não foram encontrados como servos aprovados.

Deus não está interessado no que vai fazer através de você, como está interessado no que vai fazer em você.

É preciso haver trabalho interior. O velho homem precisa dar lugar ao novo homem.

A natureza humana caída precisa ser substituída pela natureza de Cristo, para que o Senhor Deus possa cultivar uma vida nova – um chamado especifico.

A prioridade não é fazer algo para Ele, mas permitir que Ele faça algo em nós.

Quem está disposto?

A minha oração é que você possa, verdadeiramente, dizer: EIS-ME AQUI.

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