Nossa História

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1993. Chegamos ao Recife: Doriel, Liane, Brisa Morena, Doriel Filho, Carolina e Ana Verena, vindos da Bahia. Nada estava planejado  por nós , embora houvesse uma palavra profética sobre a nossa vida um futuro ministério familiar e a vinda para a capital pernambucana. A mudança foi uma decisão empresarial. “O Senhor dirige o coração do rei, seus pensamentos e sua vontade, da mesma maneira que o lavrador faz a água correr do rio para os canais de irrigação” (PV 21.1- BV). Diariamente nos reuníamos com nossos familiares e amigos, onde morávamos, na Av. Arquiteto Luiz Nunes, 1485 – Imbiribeira –, para adorar e falar com Deus.

Depois de alguns meses fomos surpreendidos com a presença de vizinhos, cujo interesse era participar desses cultos. Entre eles, colegas de escola dos nossos filhos, (com idades entre 8 e 17 anos). Pouco a pouco mais pessoas juntaram-se a nós, interessaram-se pelos momentos de comunhão e adoração. Chegamos ao ponto de precisar retirar todos os móveis da sala para acomodar a todos, estendendo do jardim até a calçada. As cadeiras tornaram-se insuficientes, cada um começou a se mobilizar para trazer as suas ou contentava-se em permanecer em pé. Embora não tivéssemos aparelhos eletrônicos cantávamos louvando a Deus, batíamos palmas, pregávamos a Palavra e testemunhávamos o que Deus fazia em nossas vidas.

Em 1995 decidimos alugar um local para estas reuniões e nos organizarmos juridicamente como ministério. Havia muitas perseguições em forma de acusações, proibições e injúrias, das quais não sinto motivação de falar porque a grande maioria partia de líderes evangélicos que hoje nos aceitam e nos amam como irmãos em Cristo. Identificamos um local na Ilha do Leite e, no primeiro culto, descobrimos que era pequeno porque tínhamos 200 lugares e todos foram ocupados, embora a divulgação do novo endereço fosse feito boca a boca.

Nesse período, conhecemos o missionário responsável pela Missão da Suécia no Brasil, o Pr. Gunnar – um norueguês que há 15 anos estava no Brasil e era o presidente da União dos Batistas Independentes no Nordeste (Ubine), que nos motivou a organizarmos-nos como Igreja e filiarmos-nos a Convenção das Igrejas Batistas Independentes do Nordeste (Cibini). Assim o que fizemos e permanecemos com eles até o ano de 200. Durante esse período ficamos como nômades, com passagem por diferentes lugares, como colégios, salões de festas e até mesmo churrascarias.

Na maior parte do tempo ficamos no salão da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Afcp). Em 1996, fomos procurados pelo diretor de um colégio do bairro – professor Erotides Marinho – preocupado com o projeto de construírem em Imbiribeira o maior pagode de Recife (o Galpão 19). Embora não fosse evangélico, tinha princípios morais e sabia os riscos que os jovens do bairro correriam com esse projeto. Hoje, o professor Marinho é evangélico (abençoado e abençoador) e exerce o ministério como um dos nossos pastores!

Fomos ao local onde as maquinas estavam trabalhando. Pisamos naquela terra e reivindicamos para a obra do Senhor, no mais autêntico estilo de guerra espiritual, e convocamos a Igreja para um posicionamento de fé. Liane convocou jejuns coletivos, liderou atos proféticos, e anunciou que aquele espaço já tinha sido liberado. Precisávamos apenas esperar o tempo de Deus.

As máquinas continuavam trabalhando e, no mundo físico, parecia que nada estava acontecendo. Eles inauguraram e a imprensa divulgou mais de 7.000 frequentadores. O Galpão 19 parecia um sucesso, mas nós não desistíamos. Dois anos depois soubemos que o negócio não ia bem para eles e que enfrentavam algumas dificuldades financeiras e na fiscalização. Então, resolvemos procurá-los. Inicialmente, o ponto nos seria passado por R$ 200.000,00, porém, tínhamos apenas R$ 4.000,00. Em todo o caso, nos mostramos interessas. Iniciamos uma campanha para conseguir os recursos.

Em 1999, o Galpão 19 estava fechado. Dispuseram-se a passar o ponto por R$ 66.000,00. Conseguimos juntar nesse período cerca de R$ 45.000,00. Com a esperança de promover uma negociação, resolvemos procurá-los. Durante os entendimentos, o Senhor endureceu o nosso coração e, mesmo aceitando o que tínhamos, dissemos: “Precisamos desse dinheiro para reformar o galpão”. Então, eles perguntaram: “Quanto vocês querem pagar?”. Respondemos: “Nada. Queremos de graça”.

Pensaram que estávamos loucos, mas dissemos: “vamos continuar orando”. Sessenta dias depois eles nos mandaram chamar e disseram: “vocês venceram. Vamos passar o contrato para vocês!”. Respondemos: “aceitamos, desde que vocês paguem as dívidas de energia, água e multas”. Concordaram! O Senhor Deus foi louvado e ainda está sendo com esse testemunho somado a outros tantos que vieram (e virão).

No dia 11 de janeiro de 1999 assinamos o contrato e começamos os trabalhos de recuperação para a mudança. Seis meses depois abrimos três outras igrejas: em Fortaleza-CE, no bairro de Joana Bezerra – no Recife –, e na cidade do Cabo de Santo Agostinho-PE. Assim seguimos, atingindo alcance nacional e internacional. Hoje, em 2017, temos um rebanho extenso de igrejas próprias e que estão debaixo de nossa cobertura espiritual. Deus é bom!
Ap. Doriel Dias

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